Surfista brasileiro é tornado venerável pelo Vaticano e fica mais perto de beatificação

O Vaticano reconheceu neste sábado, 20, as virtudes heróicas de Guido Schäffer, médico, surfista e seminarista nascido no Rio de Janeiro. Com a medida, ele se torna venerável através da promulgação do Decreto do Dicastério das Causas dos Santos, que é a etapa anterior à beatificação. A virtude heróica é, na tradição católica, uma série de requisitos de exemplaridade de vida.

A beatificação é uma das etapas de reconhecimento da Igreja Católica em relação à santidade de uma pessoa. Numa sequência, a canonização é a etapa final, quando ela é entendida e formalizada, de fato, como santa.

“A promulgação é importante porque assim a Igreja Católica estabelece um modelo de santidade para a juventude. É um modelo acessível, já que Guido viveu uma vida comum, sem realizar feitos extraordinários. Mas ele tinha a vida devota na fé, e essa é a diferença”, explica padre Abner Nascimento, teólogo e professor da Faculdade Católica de Fortaleza.

“Infelizmente, a nossa juventude está sendo cada vez mais afetada pelo álcool e outras drogas, e isso os deixa sem norte. A história de Guido Schäffer deve servir de exemplo não só para os jovens, mas para a família, que é a base de tudo, por meio dos ensinamentos de fraternidade e ética”, acrescenta.

Quem foi Guido Schäffer

Guido nasceu em 22 de maio de 1974 em Volta Redonda, RJ. Depois de se formar em Medicina, ele ficou conhecido pelo cuidado com os pacientes com HIV e pelo trabalho em comunidades carentes.

Nos anos 2000, decidiu entrar para o seminário, mas ele não conseguiria concluir sua formação: em 2009, aos 34 anos, sofreu um acidente enquanto surfava – uma prancha o acertou na nuca, fazendo com que ele perdesse a consciência e se afogasse.

Faltavam poucos meses para que concluísse os estudos de teologia no Seminário Arquidiocesano de São José. A Guido são atribuídos milagres e curas. Seu processo de beatificação e canonização no Vaticano tramita desde 2015.

Fonte: O Povo

Burger King pode pagar multa de R$ 13.600 após caso de funcionário que se urinou por não poder ir ao banheiro

O Burger King pode pagar uma multa de ao menos R$ 13.606,78 caso confirmado o relato do funcionário que disse ter urinado no chão após ter sido proibido de deixar o posto. O caso aconteceu em um quiosque da rede em Aracaju, Sergipe. Segundo informações do portal Uol, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) inspecionou o local e notificou a empresa.

Ainda de acordo com a reportagem, podem ter sido descumpridas ao menos duas normas regulamentadoras. Caso a denúncia do funcionário seja confirmada, a empresa será multada por descumprir itens das normas NR-17 e NR-24. A primeira se refere à garantia de “saída dos postos para a satisfação das necessidades fisiológicas dos trabalhadores” e a segunda às condições sanitárias adequadas.

Constatados os descumprimentos dos itens, a multa prevista é de R$ 13.606,78. Durante as inspeções, porém, outros descumprimentos podem ser constatados, alterando o valor da penalidade. O funcionário relatou a situação em vídeo publicado em suas redes sociais na tarde de quinta-feira (18).

Fonte: Metro1

Playboy golpista seduz empresária, embolsa R$ 3 milhões e desaparece

Um empresário conhecido na alta sociedade do Rio de Janeiro foi denunciado pelo Ministério Público fluminense (MPRJ) pela prática de estelionato amoroso contra uma ex-namorada, também empresária carioca. Acreditando na honestidade do parceiro, a vítima levou um golpe de R$ 3 milhões, ao longo de quatros anos de relacionamento.

Conforme consta no processo, Bruno Klabin, 48 anos, e a vítima, de 47, mantiveram relacionamento amoroso até 2020. Ao longo dos anos de namoro, o empresário alegava que vivia uma grande crise financeira, e que os pedidos de ajuda, os empréstimos, dentre outras despesas realizadas em nome dela seriam devidamente ressarcidos.

Porém, a desconfiança em relação ao companheiro teve início após um ano de relacionamento, quando ela notou a falta de folhas do seu talão de cheques. Ao questionar Bruno sobre o sumiço das folhas, o mesmo tentou envolvê-la emocionalmente, negando o furto, e dizendo que ela não confiava no namorado.

Diante do discurso do golpista, a vítima acreditou nele e decidiu registrar um boletim de ocorrência como “extravio das folhas de cheque”. Contudo, dois meses após o ocorrido, ao conferir o extrato bancário, ela identificou a compensação de um dos cheques, do qual ela nunca havia usado, no valor de R$ 3,6 mil, tendo sido devolvido por conta de divergência na assinatura.

Ao questionar novamente o empresário, ele confessou que havia subtraído a folha de cheque de R$ 3,6 mil da namorada, além das outras que haviam sumido dois meses atrás. Na ocasião, como tentativa de manipular a mulher, ele disse ser um “homem fraco” e “desprovido de caráter”, mas por estar arrependido teria queimado os cheques restantes.

Após desculpar o homem, e acreditar ter sido um episódio isolado, a empresária voltou a ser surpreendida, quase um ano depois do ocorrido. Na nova ocorrência, mais dois cheques dela, no valor de R$ 3,5 mil cada, tinham sido devolvidos, novamente, por divergência de assinatura.

Ao longo de 2020, último ano de relacionamento do casal, o uso de outros cheques – de R$ 5 mil – tornaram a aparecer na conta bancária da vítima. Em alguns dos casos, ela chegou a registrar boletim de ocorrência, à época.

Além dos furtos de cheques, que foram confessados por Bruno, a vítima realizou diversas transferências bancárias para um estelionatário e irmão dele, também indiciado no processo, bem como para a conta corrente da pessoa jurídica na qual o denunciado constava como sócio.

Apesar da evidente prática dos crimes de estelionato e furto, a vítima continuou a ser manipulada pelo empresário, visto que ele apresentava como justificativa para suas “fraquezas” os prejuízos que estava tendo com a empresa, principalmente durante o período de pandemia.

De acordo com a denúncia, o ex-companheiro mantinha com a mulher um comportamento manipulador e, em uma das ocasiões, chegou a ameaçar cometer suicídio, por acreditar que ele não merecia uma mulher como ela.

Entre financiamentos bancários, transferências em dinheiro e compras realizadas por ele com o cartão de crédito dela, a vítima teve um prejuízo estimado em R$ 3 milhões.

As investigações apontam, ainda, que, durante o relacionamento dos dois, Bruno passou a desenvolver uma atividade clandestina de compra e venda de relógios luxuosos, por intermédio dos cheques furtados e transferências realizadas pela vítima.

Com o fim do relacionamento, o empresário passou a ameaçar a vítima, o que fez com que ela entrasse com pedido de medidas protetivas na Justiça. Desde então, o estelionatário nunca tentou reaver a dívida com a ex-namorada.

Ostentação e vida luxuosa

Por meio das redes sociais, Bruno Klabin se apresenta como co-fundador de uma empresa colecionadora de carros antigos. O empresário e o irmão dele são herdeiros do famoso colecionador de artes Paulo Eduardo Klabin, morto em 2007.

Nas publicações em dos seus perfis pessoais, o homem aparece em diversas fotografias, posando ao lado de automóveis de luxo ou portando armas de fogo.

De acordo com informações que constavam no Portal de Segurança do Estado do Rio de Janeiro em 2021, Bruno possuía quatros carros em seu nome, sendo um deles uma Mercedez-Benz.

Na esfera criminal, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) aceitou a denuncia apresentada pelo Ministério Público contra Bruno, no fim do ano passado, e a juíza responsável pelo caso deu prazo para ele apresentar defesa. O processo corre em segredo de Justiça.

Fonte: Metrópoles

Moro e Deltan participam de Marcha para Jesus em Curitiba

O senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) e o deputado cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR) participaram neste sábado (20.mai.2023) da Marcha para Jesus em Curitiba. O ato foi marcado por um discurso de Moro em defesa de seu aliado político, que teve o mandato cassado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) na terça-feira (16.mai).

Protagonistas da fase mais midiática da Operação Lava-Jato, quando Dallagnol era procurador do MP-PR (Ministério Público do Paraná) e Moro era juiz federal, ambos enfrentam processos na Justiça eleitoral que questionam a legitimidade de suas candidaturas.

Em seu discurso, Moro disse que o país vive um período de ódio e ressentimento. Segundo o ex-juiz, esse sentimento está muito presente na capital federal e pediu que os participantes do evento orassem para que o país possa seguir adiante.

“Acho que esse país, infelizmente neste momento vive uma fase de ódio no coração imenso em algumas pessoas. Então eu gostaria de pedir encarecidamente orações para a gente afastar esses maus sentimentos dos corações e mentes das pessoas, principalmente em Brasília, para que nós possamos seguir adiante”, disse Moro.

Em seguida, o senador classificou a cassação de Dallagnol como uma injustiça, motivada por vingança e rancor: “Esse homem aqui [Dallagnol] sofreu nesta semana uma gigantesca injustiça, e uma gigantesca injustiça, não vou entrar no mérito, não vou criticar ninguém, mas que eu atribuo a esse sentimento de ressentimento e de ódio”.

ENTENDA O CASO

O TSE decidiu por unanimidade cassar o registro de candidatura do deputado Deltan Dallagnol. O deputado já disse que vai recorrer da decisão.

O recurso foi apresentado pela federação Brasil da Esperança (PT-PC do B-PV) no Paraná e pelo PMN (Partido da Mobilização Nacional), mas chegou à Suprema Corte Eleitoral. Os partidos questionaram a ficha limpa do congressista, já que ele responde a processos administrativos.

Segundo o político, a decisão do TSE foi “um exercício de leitura de mente” e se baseou em “suposições” de que ele cometeria um crime.

Fonte: Poder 360